Razões para os atrasos no diagnóstico

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Os atrasos no diagnóstico do cancro podem ocorrer em diversos pontos. Um é o atraso do doente desde que nota pela primeira vez um sintoma até à consulta inicial com um médico. O atraso do médico é o tempo desde a consulta inicial até à referenciaçào para cuidados secundários ou especializados. O tempo de atraso do hospital ou do especialista pode ser desde a referenciação até ao eventual diagnóstico. Foram igualmente realizados trabalhos para determinar os factores que influenciam o atraso no diagnóstico. No que diz respeito ao cancro da mama, os principais factores que demonstraram predizer o atraso pelas doentes são a idade mais avançada das doentes (evidência forte), um menor número de anos de instrução, uma origem étnica não branca, a ausência de sintomas ele massa, a ausência de revelação dos sintomas a outra pessoa e a não atribuição dos sintomas ao cancro da mama (todos evidências moderadas). O atraso do profissional de saúde foi associado a mulheres com idade mais jovem ou à ausência de uma massa na apresentação. Os atrasos no diagnóstico demonstraram estar associados a taxas de sobrevivência mais baixas do cancro da mama. Diversos sintomas podem aletrar o médico para a possibilidade de um diagnóstico de cancro (ver Sinais e Sintomas)
Embora a razão mais comum para o atraso na referenciação para o diagnóstico fosse o atraso do doente em consultar o médico, o reconhecimento da gravidade dos sintomas leva tipicamente a doente ao consultório médico. O atraso do doente em consultar um médico excede a referida para os médicos no que respeita à referenciação para um especialista.
Numa revisão sistemática da literatura, os investigadores concluem que o atraso do médico foi mais frequentemente atribuído a um erro diagnóstico inicial de um sintoma comum ou a uma falha em efectuar um diagnóstico na primeira consulta. Outros factores importante relacionados com o atraso do médico foram a escolha e a interpretação inapropriadas de um teste e/ou resultado de um teste, um resultado previamente negativo de um teste e o efeito causador de confusão de uma doença coexistente.