Rastreio do cancro do colo do útero
As orientações da ACS para o início do rastreio do cancro do colo do útero - partilhado pelo American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) e pelo US Preventive Services Tash Force (USPSTF) - afirmam que o rastreio com o esfregaço de Papanicolau tradicional ou com a citologia de base liquida deve começar aproximadamente três anos depois da primeira relação sexual ou por volta dos 21 anos de idade. Embora tenha sido anteriormente recomendada a realização de testes pouco depois da primeira relação sexual ou por volta dos 18 anos, as organizações responsáveis pelas orientações determinaram que o início do rastreio do cancro do colo do útero durante os primeiros anos após o início das relações sexuais vaginais é desnecessário. A evidência demonstra que a infecção pelo HPV nas mulheres jovens é comum e frequentemente desaparece dentro de um a dois anos sem causar alterações cancerosas. Pelo contrário, é a persisténcia do H PV assim como o longo período de latência entre a infecção inicial e o desenvolvimento de uma displasia de alto grau ou de um cancro do colo do útero que causa o problema. As mulheres que nunca liveram relações sexuais não têm virtualmente qualquer risco de desenvolverem cancro do colo do útero. As orientações indicam uma idade para o rastreio inicial para proteger as doentes que não estão alertadas ou que não se encontram disponíveis para comunicar as exposições sexuais prévias.
O teste anual para o cancro do colo do útero deve ser realizado até aos 30 anos; depois dessa idade, o rastreio pode ocorrer com intervalos de 2 a 3 anos para as mulheres com três resultados negativos na citologia. As excepções para os intervalos de rastreio prolongados incluem as mulheres que são imunodeprimidas ou que têm uma história de neoplasia intra-epitelial do colo do útero. A USPSTF recomenda que o esfregaço de Papanicolau seja realizado pelo menos com intervalos de três anos. Entre estas organizações, apenas a ACS especifica o rastreio com intervalos de dois anos em vez de anualmente para as mulheres com menos de 30 anos se for utilizado um rastreio com citologia de base liquida em vez da citologia convencional. No entanto, o ACOC considera que existem dados limitados a apoiar esta abordagem e nota que este intervalo não toma em consideração os resultados falsos negativos. Os intervalos de rastreio para as mulheres com idade igualou superior a 30 anos devem ser alterados, com a utilização do teste para o HPV em combinação com o esfregaço de Papanicolau para o rastreio primário.