Rastreio do cancro da mama

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As principais organizações concordam actualmente que a mamografia deve ser proporcionada regularmente às mulheres com um risco médio com idade igual ou superior a 40 anos. Independentemente da altura em que a mulher começa o regime de rastreio, é importante discutir com ela:

  • A importância do rastreio regular;
  • Os beneficios e as limitações da mamografia, incluindo o facto de o exame não detectar todos os cancros da mama;
  • Os resultados falsos positivos, que irão requerer exames imagiológicos adicionais e talvez mesmo uma biopsia, são comuns, especialmente nas mulheres mais jovens.

A ACS recomenda o rastreio através de uma mamografia anual a partir dos 40 anos para as mulheres com um risco médio, enquanto a USPSTF recomenda a sua realização com intervalos de um a dois anos, uma vez que não existem dados de que o rastreio anual apresente maiores benefícios para a mortalidade do que o rastreio bienal. Atendendo à maior prevalência de tecido glandular denso nas mulheres pré-menopáusicas, os médicos podem considerar o rastreio anual apropriado para as mulheres com idade inferior a 55 anos.

A evidência parece insuficiente para recomendar ou desaconselhar o auto-exame mamário ou o exame clínico das mamas. A ACS já não advoga a instrução sistemática para o auto-exame mamário nem a sua realização mensal: este exame não parece resultar numa detecção significativa do cancro da mama e a maior parte das mulheres não realiza o aulo-exame mamário regularmente. Em alternativa, a ACS sugere que os médicos instruam as doentes para estarem alertadas para aquilo que é normal para elas e para participarem qualquer anomalia imediatamente. No entanto, as mulheres que optam por efectuar o auto-exame mamário devem receber inslruçào e a sua técnica deve ser revista.