Rastreio do cancro da próstata

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O doseamento do antigénio especifico da próstata (PSA) e o toque rectal podem reduzir a mortalidade ao detectarem o cancro da próstata nos seus estádios iniciais em alguns doentes com tumores de grau moderado a elevado. No entanto, a decisão de rastrear o cancro da próstata é prejudicada pelas limitações deste doseamento. Um risco importante do rastreio com o PSA inclui o tratamento com radioterapia ou com uma prostateclomia para uma doença que poderia ter permanecido sem consequências. Além disso, uma vez que o doseamento do PSA tem uma especificidade baixa, ocorrem achados falsos positivos, conduzindo a ecografias e biopsias desnecessárias.
Nenhuma das principais organizações médicas americanas apeia o rastreio universal ou em massa para os homens com um risco médio. Atendendo às limitações da evidência disponível, a ACS, a American Academy of Family Physicians, o American College af Physicians, a American Medical Association e a American Urological Association (AUA) recomendam que, nos homens com idade igualou superior a 50 anos e nos homens com um risco mais elevado de cancro da próstata, os médicos:

  1. Discutam com os doentes os benefícios potenciais e os possíveis prejuízos do doseamento do PSA;
  2. Tenham em consideração as preferências do doente;
  3. Individualizem a decisão de realizar testes.

Os homens afro-americanos com um familiar em primeiro grau com cancro da próstata encontram-se incluídos na categoria de alto risco. Estes homens podem ponderar o início dos doseamentos aos 40 ou 45 anos, mas apenas depois de passarem por um processo de tomada de decisão informada.